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Diretor: Paulo Melo Domingo
19 de Novembro de 2017
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Lara Martinho insta a que touradas à corda da Terceira seja registada como Património Imaterial da Unesco

O ministro da Cultura admite que as touradas à corda da ilha Terceira possam entrar na candidatura ‘Tauromaquia, Património Cultural de Portugal’, um projeto vencedor do Orçamento Participativo Português, que tem como objetivo integrar a cultura tauromáquica na lista de Património Cultural Imaterial de Portugal, ao abrigo da Convenção da Unesco para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial.

@PS
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Luís Filipe Castro Mendes respondia, numa audição no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2018, a uma pergunta feita pela deputada do PS eleita pelos Açores. Lara Martinho lembrou que a cultura tauromáquica tem uma presença indiscutível no território português envolvendo nas suas diversas manifestações perto de dois milhões de cidadãos portugueses. “Esta cultura tauromáquica manifesta-se de norte a sul, de leste a oeste, mas também de forma muito particular na ilha Terceira, nos Açores”, frisou, salientando que a ilha Terceira é a região do país com maior número de manifestações taurinas do país, e com especificidades muito próprias, as designadas touradas à corda, além das típicas touradas de praça. “Todos os anos, na ilha Terceira, realizam-se mais de duas dezenas de touradas à corda, eventos estes que decorrem apenas de 1 de maio a 15 de outubro”, precisou. A deputada revelou ainda que estes eventos “encerram um conjunto de riquezas, desde a preservação do ecossistema e da genética, da vivência coletiva homem animal e dos percursos e arrais, bem como a envolvência de grande parte da população da ilha” e “são também um importante impulsionador da economia local”.

Lara Martinho atendendo ao facto de o Ministério da Cultura ter a tutela do desenvolvimento deste projeto quis saber o ponto de situação do mesmo e qual a abertura do Ministério para que uma das duas práticas taurinas a ser registadas no âmbito deste projeto, seja a tourada à corda da Ilha Terceira, tendo em conta toda a sua especificidade face às outras manifestações taurinas. Na resposta, Luís Filipe Castro Mendes revelou que o projeto é desenhado pelos seus promotores e trabalhado com a Direção Geral do Património, mas que a introdução das touradas a corda é perfeitamente possível através deste organismo.

Bailinhos em andamento

Outro dos temas abordados na audição foi a inscrição das danças e bailinhos do Carnaval da Ilha Terceira no Inventário do Património Cultural Imaterial, um tema que o PS também tem acompanhado de perto e cuja aprovação está em curso, conforme reafirmado pela Tutela, ao contrário do que foi dito pelo deputado do PSD, António Ventura.  “Neste momento

decorre o processo de inscrição, submetida na plataforma da Direção Geral do Património Cultural em junho de 2016, no Inventário Nacional, do projeto Danças, Bailinhos e Comédias do Carnaval da Ilha Terceira. Estes processos são analisados e validados por ordem de entrada, sabendo-se que ainda não chegou a sua vez”, explicou Lara Martinho, garantindo que dizer que isso é nada fazer é intelectualmente desonesto. “Há 11 processos inscritos no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial  e 24 que aguardam validação, estando o processo do Carnaval da Terceira na 10ª posição. Neste contexto a candidatura a património mundial aguarda inscrição no Inventário Nacional”, clarificou.


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